quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Piometra, doença que pode matar fêmeas

Uma doença silenciosa e perigosa que pode matar em poucos dias fêmeas de cães e gatos. A psicóloga Maria Alice Damasceno notou que a região abdominal de sua cadela Lua, de nove anos, estava com um volume muito maior que o normal. A cachorra há alguns dias já estava mais quieta e se alimentando mal, mas como era normal que ela deixasse de comer as vezes a psicóloga não se preocupou tanto. No entanto, resolveu levar ao veterinário por causa do volume do ventre. “Cheguei a pensar em gravidez, já que ela tinha saído há pouco do cio”, explica.

A veterinária diagnosticou um processo infeccioso, a piometra, por meio de um ultrassom e foi feita uma cirurgia de urgência naquele mesmo dia para retirada do útero.
Piometra ou Hiperplasia Endometrial Cística é uma resposta exagerada do endométrio à prostalgandina levando ao crescimento do endométrio. A fêmea de cães e gatos, por algum distúrbio hormonal, começam a produzir o hormônio sexual feminino, progesterona, em excesso, o que causa o acúmulo de líquido no útero.

De acordo com o médico veterinário Henrique Galvani de Souza, toda cadela e gata que não cruzou no cio específico (não importa se nunca cruzou) pode desenvolver piometra pois o útero delas prepara-se para que possa cruzar e a concentração plasmática de progesterona eleva-se em 8 a 10 semanas. Ele explica que normalmente a infecção ocorre em fêmeas de cinco a oito anos, mas pode acontecer com animais de qualquer faixa etária. O veterinário alerta que os anticoncepcionais podem ajudar na instalação do quadro de piometra uma vez que a dose dos mesmos normalmente são exageradas para as pacientes.

Os sintomas da piometra são a prostração do animal, desidratação, útero palpável e descarga vaginal. A doença é fatal se não cuidada a tempo, tornando-se necessária a intervenção cirúrgica.

O médico desfaz o mito de que a piometra atinge fêmeas que nunca tenham cruzado, uma vez que a cada cio há a preparação do útero para receber fecundação. A prevenção mais eficaz é a castração da fêmea.

Por Letícia Murta

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